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Encerramento da 4ª Semana dos Direitos Humanos leva 100 mil pessoas ao Marco Zero, em Recife (PE)
07/12/2009 - 19:57

Um show com grandes nomes da música pernambucana e brasileira coroou o encerramento da 4ª Semana dos Direitos Humanos, na noite de ontem (6). O clima era de confraternização. Chico César, Arnaldo Antunes, Emilio Santiago, Elza Soares, Luiz Melodia, Margareth Menezes, Mônica Salmaso, Siba, Silvério Pessoa e o maestro Spok, todos sob o comando do músico anfitrião Antônio Nóbrega, subiram ao palco, montado no Marco Zero, para fortalecer a luta pela igualdade e celebrar os 61 anos de existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A festa foi uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) e teve o apoio da Prefeitura do Recife.

A noite foi aberta por Antônio Nóbrega, acompanhado de Marco César, entoando uma composição feita especialmente para a ocasião. No ritmo do coco, os artistas foram rimando partes do documento que garante os direitos básicos de cada e qualquer cidadão em todas as partes do planeta. Cerca de 100 mil pessoas aceitaram o convite e lotaram a praça do bairro do Recife, cantaram junto o refrão: “quero viver num mundo sem desavença, ser respeitado, sendo iguais na diferença”.

Nas quase três horas de show, cada um, dos doze cantores que participaram da celebração, tocaram três musicas do seu repertório, misturando as canções com frases de estímulo ao respeito, ao não preconceito e a proteção de crianças e adolescentes.

“A música, além de ser um direito de todo cidadão, que é o direito ao lazer, é uma belíssima forma de lutar para que o mundo seja mais bonito e justo. Todo artista tem o dever de colaborar com a causa”, disse Margareth Menezes. “As composições tem o poder de transformar a vida das pessoas, ainda mais neste País que o povo vive a música. Ela é uma ferramenta para a conquista do respeito, da dignidade e, por que não, da felicidade”, acrescentou Spok.

Um dos grandes momentos do show foi apresentação de Elza Soares. Mesmo com dificuldade de locomoção, a cantora subiu ao palco amparada por Antônio Nóbrega e fez sua participação sentada em uma cadeira improvisada no centro do palco, Elza sacudiu o público. A mulher negra e que nasceu pobre saiu do palco feito rainha sob o coro da platéia. “É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”, gritava a multidão acompanhando a cantora.

Essa foi uma forma que encontramos para encerrar uma semana de trabalho e debates em torno dos direitos do Homem. Nosso propósito é incutir na cabeça das pessoas que todos devem ser respeitados independentemente da origem, cor da pele, condição socioeconômica”, afirmou o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi. Segundo ele, a maior parte das vezes o tema direitos humanos trata de assuntos que não envolvem festa.

“A semana tinha que terminar com uma festa linda como essa”, comemorou a secretária de Direitos Humanos e Segurança Cidadã do Recife, Amparo Araújo. “Ela reflete o que foi feito durante toda a semana na cidade”, disse Amparo, lembrando as ações que movimentaram o Recife desde a última terça-feira (1° de dezembro). Seminários e apresentações culturais foram montados para os diversos públicos. Mulheres, população de rua, integrantes do movimento LGBT, pessoas com deficiência, negros e jovens participaram das ações. A programação ocupou os espaços mais democráticos, como Peixinhos, Ibura e a Colônia Penal Feminina Bom Pastor. “A descentralização faz parte da cidade. Não poderia ter sido diferente aqui no Recife”, concluiu.

Este é o quarto ano que a Semana de Direitos Humanos acontece. Cada ano, o Governo Federal escolhe uma cidade para receber a caravana que levanta o debate sobre os direitos. A celebração já aconteceu no Rio de Janeiro, em Salvador e Brasília. Edvaldo Guerra, de 54 anos, disse que não podia perder a comemoração. O cadeirante veio de ônibus e conseguiu um lugar bem perto do palco. “O show em si já seria uma maravilha, mas ver tantos artistas juntos por uma causa tão justa é imperdível”, disse Edvaldo.

A celebração terminou com uma grande ciranda. A música escolhida para o encerramento foi uma composição de Villa Lobos, cantada por todos os artistas que, juntos, subiram ao palco. Não poderia ter sido melhor, a Semana dos Direitos Humanos chegou ao fim com todos dando as mãos.

Os Direitos Culturais são parte integrante dos direitos humanos e estão indicados no artigo 27 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), e nos artigos 13 e 15 do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966). Assim, todas as pessoas devem poder participar da vida cultural de sua escolha e exercer suas próprias práticas culturais.

O evento conta com o patrocínio da Petrobras e o Banco e do Banco do Nordeste. O governo do Estado de Pernambuco e a Prefeitura de Recife são apoiadores.

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